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terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

CHAME UM PARASITA, ELE RESOLVE




Por Napoleão Maracajá


De acordo com o Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa, o termo parasita designa, entre outras coisas, pessoa que não trabalha. Será esse termo apropriado para os trabalhadores de diversas esferas do serviço público?


A intenção


Fomos surpreendidos com um grotesco, violento, gratuito e desnecessário ataque do Ministro do capital financeiro, o Senhor Paulo Guedes, proferido contra os trabalhadores do serviço público brasileiro, ao chamá-los de PARASITAS. O Ministro fez um ataque premeditado, ele não pode desconhecer e não desconhece, portanto o ataque faz parte de uma orquestrada, planejada, premeditada narrativa, estrategicamente calculada para demonizar os serviços públicos para a partir disso entregar o máximo possível pelo mínimo possível do Estado brasileiro a quem o Senhor Ministro, historicamente, representou e serviu que é o capital privado, loucamente ávido por lucros estratosféricos.


Nossa saúde


Apesar da agressão do Ministro da economia, Paulo Guedes, todos nós sabemos que quando precisamos de cuidados para pessoas e animais acidentados, enfermos, chamamos funcionários da saúde, desde o motorista da ambulância, enfermeiros, técnicos de enfermagem, anestesistas, médicos, maqueiros, psicólogos, assistentes sociais, e se não fosse o trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde, que tiveram e têm um papel determinante na prevenção  e no acompanhamento da população, dos enfermos, dos idosos, na diminuição da mortalidade infantil, e se não fossem os Agentes de Combates às Endemias, às doenças oriundas de mosquitos, ganhariam proporções troposféricas, apenas para citar alguns poucos dos muitos exemplos. Se o Ministro estivesse a serviço do povo, chamaria esses trabalhadores de SALVA-VIDAS, jamais de parasitas.


Nossa educação


O Ministro sabe quem são os trabalhadores em educação Brasil a fora, não raro, com ou em condições precárias, impropérios, insuficientes, no entanto, são os bravos trabalhadores que apesar de todas as premeditadas precárias condições, como bem disse Darcy Ribeiro, a “crise da educação no Brasil não é uma crise: é um projeto”! São esses trabalhadores em educação que preparam para a vida e para o trabalho, os filhos do povo brasileiro, se o Ministro fosse decente, poderia chamá-los de HERÓIS.


Nossa segurança


Quem cuida da segurança do Ministro para que ele ande tranquilamente, mesmo depois de um acintoso ataque aos trabalhadores públicos do Brasil, por extensão, aos seus familiares, por que o Ministro confia à PARASITAS a proteção de sua integridade física? Quem garante a segurança da população em geral, senão os bravos funcionários públicos da segurança, em muitos caos, esses funcionários (policiais) estão em condições adversas e com equipamentos inferiores aos dos criminosos, chamá-los de BRAVOS seria muito mais apropriado.


Limpeza e higienização do nosso ambiente


E se não fosse o imprescindível e diuturno trabalho dos servidores públicos que limpam as ruas, recolhendo o lixo produzido em quantidades nunca antes visto na história das sociedades, esses trabalhadores são imprescindíveis à dignidade dos povos, a saúde coletiva e individual, a um ambiente habitável, quem faz tudo isso, deveria receber do Ministro o título de funcionários IMPRESCINDÍVEIS.


SE PRECISAR, PODE CHAMAR!


Quando precisar de seguranças, chame um funcionário público da segurança (policiais), parasitas não resolvem;
Quando alguém estiver doente, acidentado, chame funcionários públicos da saúde, parasitas não resolvem;
Quando alguém precisar aprender, leve para as escolas, professores resolvem, parasitas não funcionam;
Quando tiver incêndios, tragédias, acidentes, pode chamar o SAMU, os funcionários públicos do corpo de bombeiros, parasitas não resolvem.

Quanto ao Ministro, alguém o chamaria para alguma coisa?







Napoleão Maracajá é: Graduado em Geografia, Especialista no Ensino de Geografia, Mestre em Geografia, Doutor em Recursos Naturais.




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