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quinta-feira, 12 de março de 2020

REPRISANDO

O uso das Novas Tecnologias no Ensino da Geografia



Pode a tecnologia substituir o professor em sala de aula? Qual o papel da tecnologia no processo ensino/aprendizagem? É fácil observarmos que a tecnologia avança cada vez mais e esse avanço tem se transformado, nos últimos anos, na preocupação de alguns professores.

Em diversas ocasiões é difícil para o professor incluir os novos recursos nas aulas de Geografia, pela insegurança em trabalhar com equipamentos tecnológicos. De nada adianta incluir tablet, computador e plataformas de exibição de vídeos, entre outros instrumentos se eles não forem usados de maneira correta. 

O professor deve em primeiro lugar, compreender que o uso de desses recursos são muito importantes, e, não o substituirão, pelo contrário, auxiliam as aulas, facilitando assim o aprendizado do aluno, gerando interação e interesse nas aulas.

Nas aulas Geografia tais equipamentos podem proporcionar uma melhor imersão do estudante nos conteúdos abordados, bem como, agilidade, praticidade e interação entre as diferentes percepções dos assuntos. Podemos exemplificar rapidamente:

Tablet: possibilita a acumulação de vários livros em diversos formatos eletrônicos. Afora os modelos especializados em leitura (chamados de e-readers), é possível ajustar o brilho do aparelho para que não prejudique a visão. Tal recurso permite que o aluno não se desloque com uma grande quantidade física de documentos, e permitem rápidas consultas, indexações e comentários;

Computador: seja como plataforma de projeção (em conjunto com o data show), ferramenta de pesquisa (quando ligado à internet) ou ferramenta interativa (uso de jogos educativos, fóruns de debate científico, etc.) o computador comporta uma grande central multimídia, economizando muito tempo em relação às exposições dos conteúdos, permitindo otimizar a aula na assimilação do conhecimento e em debates formados a partir disto;

Plataformas de exibição de vídeos: mais comumente usado e não exatamente inovador (muitas escolas já praticavam este tipo de advento, desde as TVs analógicas com videocassete), pode ser muito relevante quando a escolha do material é pertinente, pois, detém uma característica lúdica intrínseca. Reportagens e documentários podem gerar assimilação do conteúdo utilizando esta característica da mídia, tornando o processo de aprendizagem prazeroso.

É importante observar que tais recursos possuem também efeitos negativos; um tablet sem uma pré-programação específica pode possibilitar ao aluno à navegação na internet sem relação com o conteúdo e o aprendizado, ou, ser utilizado como um videogame, que apesar de ser benéfico às habilidades cognitivas, não o é na hora específica da aula em que necessita-se atenção e concentração no tema. 

O computador também apresenta as mesmas potencialidades nocivas, mas, em termo geral, ampliadas pois, o equipamento é uma verdadeira central multimídia, com mais dispositivos de entrada e saída (o próprio tablet não deixa de ser um computador portátil).

No caso da exibição do vídeo, o cuidado com a seleção do material é fundamental; vídeos extremamente teóricos podem causar perda de foco (até sono), bem como, vídeos com muito humor, sátira, metáforas e desvios de assunto podem causar debates paralelos infrutíferos (como uma discussão político-partidária).

Há de se salientar também que poucas escolas dentro da realidade brasileira de ensino dispõem de condições físicas e docentes para prover um ensino de qualidade em paralelo ao uso adequado destas tecnologias, porém, são os novos meios, ferramentas imprescindíveis na pedagogia de todas as disciplinas, principalmente na Geografia que apresenta um conteúdo complexo e diverso, pois, transita entre as ciências humanas e exatas quando da qualificação e quantificação do conteúdo.

Então professor, não tenha medo. Sirva-se dos equipamentos tecnológicos, mas, não aleatoriamente. Use de maneira produtiva pra você e seus alunos.


Por: Albertina Sueli Pereira
Graduada em Geografia na Universidade Estadual da Paraíba - UEPB

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